Reforma tributária no frete: o que muda no CT-e com IBS e CBS
Desde janeiro de 2026 o seu CT-e traz dois campos novos. Eles ainda não cobram nada, mas já definem quanto do frete vira crédito para a sua empresa quando o regime entrar de vez.
Nenhum deles aparece na cotação. Todos aparecem no fechamento do mês, quando já não dá para escolher diferente. Veja como cada um se corrige antes do embarque.
Por Equipe Ciatos Log · 16 de setembro de 2026 · 8 min de leitura
Quase todo custo inesperado de transporte nasce de uma informação que existia antes do embarque e não foi passada. Não é má-fé de ninguém: é que o embarcador não sabe que aquilo importa, e a transportadora não pergunta. A fatura, depois, é onde a conta aparece.
Estes são os sete que mais se repetem, na ordem em que costumam custar caro.
Três propostas na mesa, uma 20% mais barata, decisão tomada. Só que a mais barata era carga fracionada e as outras duas, dedicada — prazos diferentes. Ou considerou cubagem com fator diferente. Ou não inclui pedágio.
Antes de olhar o número, confirme que as propostas têm o mesmo formato, o mesmo prazo, a mesma base de cubagem, a mesma cobertura de seguro e a mesma lista do que está incluído. Sem isso, o número mais baixo é só o mais incompleto. A diferença entre os formatos está em FTL ou LTL.
O frete cobra pelo maior valor entre o peso real e o peso cubado — o espaço ocupado convertido em peso. Carga leve e volumosa paga pelo espaço, e é comum o embarcador descobrir isso na primeira fatura.
Quando a carga cuba, o desconto não vem de negociar tabela: vem de ocupar menos espaço. Revisar altura de pallet e declarar empilhamento costuma render mais que uma rodada de negociação. Está detalhado em paletização e embalagem.
É o dado que mais altera o prazo real e o que menos aparece espontaneamente. Se o destino só recebe mediante agendamento prévio, ou só às terças, isso define a data de entrega mais do que qualquer decisão de rota.
Dizer que a carga "é segurada" não significa nada sozinho. Existem duas coberturas distintas: o RCTR-C, obrigatório, que responde por danos em acidente; e o RCF-DC, que responde por roubo e desaparecimento. Cada uma tem um limite por embarque.
Se o valor da sua nota supera o limite, a diferença é sua. Pergunte os dois números e confirme que a sua carga cabe neles — o tema está detalhado em seguro de carga: o que cobre.
Veículo parado em doca esperando carregamento é um recurso que não está rodando, e boa parte das transportadoras cobra permanência a partir de um número de horas. Duas situações produzem isso:
Confirmar o limite de horas livres antes de fechar é o que transforma isso de surpresa em variável administrável.
Urgência custa porque obriga a dedicar uma viagem em vez de encaixar a carga numa que já aconteceria. Em rotas de fluxo desequilibrado, a diferença é grande.
Quando o prazo tem folga real, dizer isso é uma alavanca de preço: permite casar o embarque com um veículo que já faria o trecho. Vale perguntar de forma direta — "se eu puder embarcar em qualquer dia desta semana, muda o valor?". Mais sobre isso em o que forma o preço do frete.
Carga retida em posto fiscal raramente para por causa da carga. Para por peso da nota que não bate com o real, quantidade de volumes divergente, CNPJ incorreto ou endereço de entrega diferente do que está na nota.
Uma conferência de dois minutos antes de liberar o veículo evita o dia inteiro perdido. O mapa de quem emite o quê está em CT-e, MDF-e e nota fiscal.
Se você embarca com recorrência, vale montar um padrão de pedido de cotação com estes campos — e usar sempre o mesmo, com toda transportadora:
São sete linhas. Elas eliminam a maior parte das cobranças que aparecem depois e, de quebra, permitem comparar propostas de verdade. Se quiser testar num embarque real, mande esses dados e veja o que volta.
As causas mais comuns são cobranças que não estavam no orçamento: permanência por espera na doca, reentrega quando o destino não recebeu na primeira tentativa, pedágio não incluído e diferença de cubagem entre o declarado e o medido no embarque.
É a cobrança pelo tempo em que o veículo fica parado além do previsto para carregar ou descarregar. Cada transportadora define um número de horas livres — vale confirmar esse limite antes de fechar.
Confirmando que todas respondem à mesma pergunta: mesmo formato (dedicado ou fracionado), mesmo prazo, mesma base de cubagem, mesma cobertura de seguro e a mesma lista do que está incluído. Sem isso, o valor mais baixo costuma ser apenas o mais incompleto.
Em rotas de fluxo desequilibrado, sim, e às vezes de forma expressiva. Uma janela de alguns dias permite casar a carga com um veículo que já faria o trecho, em vez de dedicar uma viagem a ela.
Equipe Ciatos Log — Operação e planejamento de transporte
Time que planeja rota, cota e acompanha as operações da Ciatos Log — de carga fracionada a projeto excedente com AET.
Desde janeiro de 2026 o seu CT-e traz dois campos novos. Eles ainda não cobram nada, mas já definem quanto do frete vira crédito para a sua empresa quando o regime entrar de vez.
Na maior parte dos embarques a transportadora destaca e recolhe. Em três situações a obrigação muda de lado e cai no colo de quem contratou — e a descoberta costuma vir por autuação.
Você pede três cotações, duas vêm parecidas e uma vem muito abaixo. Antes de comemorar o desconto, vale saber que existe um piso legal para o frete rodoviário — e o que ele cobre.
Origem, destino, tipo de carga, peso, dimensões e prazo desejado. Com esses dados, a equipe avalia o melhor formato e orienta a cotação.