Reforma tributária no frete: o que muda no CT-e com IBS e CBS
Desde janeiro de 2026 o seu CT-e traz dois campos novos. Eles ainda não cobram nada, mas já definem quanto do frete vira crédito para a sua empresa quando o regime entrar de vez.
Distância é o item mais visível e quase nunca o mais decisivo. Veja o que realmente entra na conta — e por que duas cotações para a mesma rota podem ser tão diferentes.
Por Equipe Ciatos Log · 26 de março de 2026 · 8 min de leitura
Duas transportadoras cotam a mesma rota, a mesma carga, o mesmo prazo — e a diferença entre elas é de 40%. Isso não significa que uma está roubando e a outra fazendo caridade. Significa que os dois orçamentos estão respondendo a perguntas diferentes.
Entender o que compõe o preço permite comparar cotações de verdade, em vez de comparar dois números soltos.
São os dois primeiros itens e os únicos que o embarcador costuma conferir. A distância define o consumo de combustível, o desgaste do veículo e as horas do motorista. O peso — ou a cubagem, quando ela é maior — define quanto do veículo a sua carga consome.
Se a cotação parou aqui, ela está incompleta.
Este é o item que mais mexe no preço e o que o embarcador menos enxerga. Um caminhão que leva a sua carga de Belo Horizonte a Recife precisa voltar. Se não houver carga de retorno, os quilômetros de volta são custo puro — e alguém paga por eles.
É por isso que:
Não é só tamanho. Cada configuração tem custo próprio de aquisição, manutenção e disponibilidade no mercado:
Pedir um veículo maior que o necessário é pagar espaço vazio. Pedir menor obriga a duas viagens. Descrever a carga direito resolve os dois.
Alguns itens entram na conta e não são margem de ninguém:
Aqui é onde duas cotações para a mesma rota se separam de vez:
Antes de olhar o número, confirme que os dois orçamentos respondem à mesma pergunta:
Uma cotação 20% mais barata que não inclui pedágio, cobra permanência a partir de duas horas e cobre metade do valor da nota não é 20% mais barata. É outra coisa.
Três alavancas ficam do seu lado da mesa, e nenhuma delas é negociar tabela:
Porque o fluxo de carga entre duas regiões raramente é equilibrado. No sentido em que sobra carga, o veículo encontra retorno com facilidade e o custo se dilui. No sentido em que falta, os quilômetros de volta vazios entram no preço.
É uma referência regulamentada que estabelece um valor mínimo por quilômetro rodado conforme o número de eixos e o tipo de carga, aplicável a determinadas operações de transporte rodoviário. Ele funciona como piso, não como tabela de preço.
Em rota com retorno desequilibrado, sim, e às vezes a diferença é expressiva. Uma janela de alguns dias permite casar a sua carga com um veículo que já faria o trecho, em vez de dedicar uma viagem só para ela.
Entra, direta ou indiretamente. Veículo parado em doca é recurso que não está rodando. Muitas transportadoras cobram permanência a partir de um número de horas — vale confirmar esse limite antes de fechar.
Equipe Ciatos Log — Operação e planejamento de transporte
Time que planeja rota, cota e acompanha as operações da Ciatos Log — de carga fracionada a projeto excedente com AET.
Desde janeiro de 2026 o seu CT-e traz dois campos novos. Eles ainda não cobram nada, mas já definem quanto do frete vira crédito para a sua empresa quando o regime entrar de vez.
Na maior parte dos embarques a transportadora destaca e recolhe. Em três situações a obrigação muda de lado e cai no colo de quem contratou — e a descoberta costuma vir por autuação.
Nenhum deles aparece na cotação. Todos aparecem no fechamento do mês, quando já não dá para escolher diferente. Veja como cada um se corrige antes do embarque.
Origem, destino, tipo de carga, peso, dimensões e prazo desejado. Com esses dados, a equipe avalia o melhor formato e orienta a cotação.