Reforma tributária no frete: o que muda no CT-e com IBS e CBS
Desde janeiro de 2026 o seu CT-e traz dois campos novos. Eles ainda não cobram nada, mas já definem quanto do frete vira crédito para a sua empresa quando o regime entrar de vez.
A embalagem decide três coisas do frete de uma vez: quanto espaço a carga ocupa, se ela pode ser empilhada e qual o risco de avaria. Nenhuma delas aparece na tabela de preço.
Por Equipe Ciatos Log · 12 de agosto de 2026 · 7 min de leitura
Quando o frete de uma operação recorrente sobe sem que a rota tenha mudado, o instinto é renegociar a tabela. Mas em boa parte dos casos o custo não está no preço do quilômetro: está no jeito como a carga foi embalada, e portanto no espaço que ela ocupa dentro do veículo.
Embalagem mexe em três variáveis do frete ao mesmo tempo — cubagem, empilhamento e risco de avaria. É a alavanca de custo que fica inteira do lado do embarcador.
O pallet mais usado no Brasil é o PBR, com 1,00 m × 1,20 m. Ele virou padrão porque casa com a largura útil da maior parte das carrocerias e com a maioria das docas e porta-pallets. Fugir dessa medida não é proibido, mas custa: um pallet fora do padrão deixa faixas de espaço inaproveitável ao lado, e esse vazio viaja pago.
A altura, essa sim, é decisão de quem paletiza — e é onde mais se perde dinheiro. Cada centímetro a mais na altura entra na conta da cubagem.
Carga empilhável ocupa menos espaço útil porque o transportador pode aproveitar a altura acima dela. Carga não empilhável reserva a coluna inteira até o teto — e você paga por ela. É no frete fracionado, em que o custo é rateado por cubagem, que essa diferença mais aparece na fatura.
O problema é que muita carga que suporta empilhamento viaja como se não suportasse, simplesmente porque ninguém declarou. Se o seu produto aguenta, três coisas precisam acontecer:
A maior parte das avarias em transporte rodoviário não nasce na estrada. Nasce no manuseio e na acomodação. Os padrões que mais se repetem:
Cada uma dessas custa duas vezes: o produto perdido e a operação de reentrega, que raramente está no preço combinado.
Carga densa — aço, cimento, peça fundida — atinge o limite de peso muito antes do de volume. Nesse caso a cubagem não manda no preço e mexer na embalagem não muda o frete. Vale confirmar qual dos dois pesos foi usado no cálculo antes de investir em reengenharia de embalagem: se a base foi o peso real, a conta é outra. Carga desse tipo costuma fechar o veículo por peso e viajar como carga fechada.
O pallet padrão brasileiro, o PBR, mede 1,00 m × 1,20 m. Ele casa com a largura útil da maior parte das carrocerias e com a maioria das docas e estruturas de armazenagem.
Pode reduzir. Carga empilhável permite aproveitar a altura acima dela, ocupando menos espaço útil no veículo e baixando a cubagem. Não declarar é pagar pelo espaço aéreo acima do pallet.
Bastante, quando a carga cuba. A embalagem define o volume ocupado, se a carga aceita empilhamento e o risco de avaria — três variáveis que entram no custo antes de qualquer negociação de tabela.
Manuseio e acomodação, não a estrada. Carga que transborda a base do pallet, filme que não ancora o produto, peso mal distribuído e ausência de cantoneira estão entre as causas mais frequentes.
Equipe Ciatos Log — Operação e planejamento de transporte
Time que planeja rota, cota e acompanha as operações da Ciatos Log — de carga fracionada a projeto excedente com AET.
Desde janeiro de 2026 o seu CT-e traz dois campos novos. Eles ainda não cobram nada, mas já definem quanto do frete vira crédito para a sua empresa quando o regime entrar de vez.
Na maior parte dos embarques a transportadora destaca e recolhe. Em três situações a obrigação muda de lado e cai no colo de quem contratou — e a descoberta costuma vir por autuação.
Nenhum deles aparece na cotação. Todos aparecem no fechamento do mês, quando já não dá para escolher diferente. Veja como cada um se corrige antes do embarque.
Origem, destino, tipo de carga, peso, dimensões e prazo desejado. Com esses dados, a equipe avalia o melhor formato e orienta a cotação.