Reforma tributária no frete: o que muda no CT-e com IBS e CBS
Desde janeiro de 2026 o seu CT-e traz dois campos novos. Eles ainda não cobram nada, mas já definem quanto do frete vira crédito para a sua empresa quando o regime entrar de vez.
Pedir desconto é a alavanca mais fraca que existe, e a única que a maioria usa. As outras oito mexem no custo real da operação — e algumas dependem só de você.
Por Equipe Ciatos Log · 9 de setembro de 2026 · 7 min de leitura
Pedir desconto é a alavanca mais fraca que existe. Ela disputa a margem de quem transporta, e margem de transportadora é fina — o que se ganha ali volta depois, na forma de veículo menor do que a carga pedia ou de seguro com limite curto.
As alavancas que funcionam mexem no custo real da operação. Algumas dependem da transportadora, mas a maioria depende de quem embarca — e é por isso que vale conhecê-las.
Três embarques de dois mil quilos para a mesma região, em três dias diferentes, custam bem mais do que um embarque de seis mil. Cada saída paga carga, descarga e deslocamento por conta própria.
Se o seu cliente aceita receber uma vez por semana em vez de três, essa única mudança costuma ser a maior economia disponível — e não custa nada implantar.
Frete se cobra pelo que ocupa, não apenas pelo que pesa. Carga leve e volumosa paga pelo espaço, e é aí que a maioria das empresas paga caro sem saber. A lógica está em peso cubado.
Reduzir altura de embalagem, encaixar melhor no palete e eliminar vazio dentro da caixa muda a conta antes de qualquer negociação. O detalhe está em paletização e embalagem.
Coleta com hora marcada obriga o veículo a estar ali naquele momento, e o que ele deixa de fazer entra no preço. Coleta com janela de meio dia, ou "qualquer dia desta semana", permite encaixar o seu embarque em uma rota que já vai acontecer.
Quando o prazo do seu cliente permite, essa é a troca mais barata que existe: você cede previsibilidade de hora e ganha preço.
Carga fracionada divide o veículo com outros embarcadores e sai mais barata por quilo, mas passa por transbordo e tem prazo mais largo. Carga fechada é mais caro no total e vai direto, sem manuseio intermediário.
Usar fracionada onde cabe fechada é pagar prazo desnecessário; usar fechada onde cabe fracionada é pagar espaço vazio. A comparação está em FTL ou LTL, e os dois serviços em carga fechada e carga fracionada.
Todo caminhão que sai de Belo Horizonte para São Paulo precisa voltar. O frete de retorno é mais barato porque o custo do trecho já foi pago pela ida.
Se o seu embarque casa com uma rota que a transportadora já faz, o preço reflete isso. Vale perguntar quais corredores ela opera com frequência — os nossos estão em rotas.
Parece pequeno e é o que mais custa. Caminhão que chega e não descarrega gera diária, retorno e um segundo frete para tentar de novo.
Endereço com referência, telefone de alguém que realmente atende, horário em que o local recebe e quem assina o canhoto. Em obra, isso é praticamente o serviço todo — está em entrega em canteiro de obra.
Nota com dado divergente do que vai no CT-e e no manifesto para caminhão em posto fiscal. Caminhão parado é prazo perdido e, dependendo do caso, custo de estadia.
CNPJ, endereço de entrega, descrição, peso, valor e CFOP conferidos antes do embarque valem mais do que qualquer desconto negociado.
O veículo tem custo por hora, e a hora esperando na fila da sua doca é sua, não da transportadora. Depois de um limite combinado, ela cobra — com razão.
Ter empilhadeira disponível, doca livre no horário agendado e conferência ágil derruba o custo em operação recorrente, e é uma das poucas alavancas que melhoram preço e prazo ao mesmo tempo.
Cotação avulsa é preço de mercado no dia, com o risco do dia. Volume previsível contratado permite à transportadora programar veículo, casar retorno e diluir custo fixo — e isso volta para você em preço.
É a mesma lógica pela qual frota própria só compensa com volume constante: previsibilidade vale dinheiro para quem opera, e parte desse valor é negociável.
Negociação é o último passo, não o primeiro. Quem chega nela depois dos cinco anteriores negocia de outro lugar: tem volume organizado, dado limpo e flexibilidade para oferecer — e consegue preço que não vem à custa do serviço.
Quer testar isso com a sua operação? Mande o desenho dos embarques — origem, destino, peso, frequência e prazo — e a gente devolve onde dá para mexer.
Consolidar embarques. Três remessas pequenas para a mesma região em dias diferentes custam bem mais do que uma remessa maior, porque cada saída paga carga, descarga e deslocamento separadamente. É a mudança que depende menos da transportadora e mais de quem embarca.
É a alavanca mais fraca. Ela disputa margem, e margem de transportadora é fina — o desconto tende a voltar como veículo subdimensionado, seguro com limite curto ou prazo mais largo. Reduzir o custo real da operação, com consolidação, cubagem e dado correto, dá resultado melhor e sustentável.
Porque não aparecem na cotação. Endereço incorreto, ninguém para receber, documento divergente ou descarga sem equipamento fazem o caminhão chegar e não descarregar, gerando diária, retorno e um segundo frete. É custo que nasce depois de o preço já estar fechado.
Em geral, sim, quando o volume é previsível. Com programação, a transportadora consegue casar carga de retorno, alocar veículo com antecedência e diluir custo fixo — e parte desse ganho é negociável. Cotação avulsa carrega o preço e o risco do dia.
Equipe Ciatos Log — Operação e planejamento de transporte
Time que planeja rota, cota e acompanha as operações da Ciatos Log — de carga fracionada a projeto excedente com AET.
Desde janeiro de 2026 o seu CT-e traz dois campos novos. Eles ainda não cobram nada, mas já definem quanto do frete vira crédito para a sua empresa quando o regime entrar de vez.
Na maior parte dos embarques a transportadora destaca e recolhe. Em três situações a obrigação muda de lado e cai no colo de quem contratou — e a descoberta costuma vir por autuação.
Nenhum deles aparece na cotação. Todos aparecem no fechamento do mês, quando já não dá para escolher diferente. Veja como cada um se corrige antes do embarque.
Origem, destino, tipo de carga, peso, dimensões e prazo desejado. Com esses dados, a equipe avalia o melhor formato e orienta a cotação.