Reforma tributária no frete: o que muda no CT-e com IBS e CBS
Desde janeiro de 2026 o seu CT-e traz dois campos novos. Eles ainda não cobram nada, mas já definem quanto do frete vira crédito para a sua empresa quando o regime entrar de vez.
A carga chegou, a DI foi registrada e mesmo assim o contêiner ficou parado dez dias. O gargalo raramente é o desembaraço em si — é a emenda entre ele e o transporte.
Por Equipe Ciatos Log · 22 de janeiro de 2026 · 8 min de leitura
Quem importa pela primeira vez costuma imaginar que o processo termina no desembaraço. Na prática, é aí que começa a parte que mais gera custo inesperado: tirar a carga de onde ela está e colocá-la onde ela precisa estar.
Assim que o contêiner desembarca, dois relógios começam a rodar em paralelo — e os dois cobram:
São cobranças de naturezas diferentes, de partes diferentes, com prazos diferentes. E as duas correm enquanto a carga espera — inclusive enquanto espera por um caminhão.
O desembaraço aduaneiro é trabalho do despachante. O transporte rodoviário é trabalho da transportadora. O problema mora exatamente entre os dois, e ninguém é dono desse espaço por padrão.
Os dois erros clássicos são simétricos:
A saída é acompanhar o andamento do processo aduaneiro e programar a retirada para a janela em que a liberação está prevista — não para depois de ela ter acontecido. Isso exige que transportadora e despachante conversem, o que parece óbvio e raramente é combinado.
Nem toda importação segue o mesmo trajeto. Os arranjos mais comuns:
A carga é desembaraçada no terminal e segue direto ao galpão do importador. É o caminho mais curto e o mais barato quando o destino está pronto para receber e a liberação sai dentro do prazo livre.
A carga é removida do porto ou aeroporto para um recinto alfandegado ou EADI e desembaraçada lá. Faz sentido quando o prazo livre no terminal está acabando, quando a armazenagem portuária é mais cara que a do recinto, ou quando o processo vai demorar por conferência física.
A carga é liberada mas o destino ainda não pode recebê-la — obra não pronta, estoque cheio, linha parada. Guardar em armazém geral costuma custar bem menos que deixar o contêiner do armador parado gerando demurrage.
O contêiner é desovado e a carga segue fracionada para vários destinos. Comum em importação para revenda ou para rede de lojas.
A conta da importação se decide em dias parados, não em quilômetros rodados. Quem organiza a emenda entre o desembaraço e o transporte economiza mais do que quem negocia o valor do frete.
É a sobreestadia cobrada pelo armador pelo tempo em que o contêiner dele permanece com o importador além do prazo livre contratado. Corre em paralelo à armazenagem do terminal, que é cobrança diferente e de outra parte.
Enquanto o processo aduaneiro está em andamento, não depois do desembaraço. O veículo precisa ser cotado, aprovado e posicionado, e cada dia entre a liberação e a retirada é armazenagem e demurrage correndo.
Costuma valer quando o prazo livre no terminal está acabando, quando a armazenagem portuária é mais cara que a do recinto ou quando o processo vai demorar por conferência física. É uma comparação de custo, feita com números dos dois lados.
Não. O despacho aduaneiro é trabalho do despachante. A transportadora executa a etapa rodoviária e a coordena com o andamento do processo, para que a retirada aconteça na janela certa.
Equipe Ciatos Log — Operação e planejamento de transporte
Time que planeja rota, cota e acompanha as operações da Ciatos Log — de carga fracionada a projeto excedente com AET.
Desde janeiro de 2026 o seu CT-e traz dois campos novos. Eles ainda não cobram nada, mas já definem quanto do frete vira crédito para a sua empresa quando o regime entrar de vez.
Na maior parte dos embarques a transportadora destaca e recolhe. Em três situações a obrigação muda de lado e cai no colo de quem contratou — e a descoberta costuma vir por autuação.
A indenização costuma ser decidida nos dois minutos em que alguém assina o canhoto. Quem assina sem ressalva está declarando que chegou tudo certo — e quase sempre nem sabe disso.
Origem, destino, tipo de carga, peso, dimensões e prazo desejado. Com esses dados, a equipe avalia o melhor formato e orienta a cotação.